Wednesday, September 5, 2012
Como tudo. Como nada.
Friday, June 15, 2012
Diquinha camarada.
Mesmo que dormir um pouco mais, bater papo com aquele amigo ou qualquer outra coisa pareça muito mais interessante, evitem.
Pois quando você se apaixonar e tiver o melhor dos motivos para cabular o período,
Não poderá!
Ou, em poucas palavras, economizem suas faltas para gastá-las em companhia com uma paixão.
Tuesday, June 5, 2012
Para Lino.
Eu fui e eles ficaram
Eu tento, mas eles não vêm
As palavras não significam mais
As exclamações vagam pelas ruas
As interrogações se mudaram para as cabeças
Os pontos finais não têm mais fim
As vírgulas estão sem tempo
E as reticências
ah as reticências
Andam perdidas ou com companhias excepcionais
Eu que nada tenho de excepcional
Fico sem palavras, exclamações, reticências
Com excesso de interrogações e pontos finais sem fim
Almejando, meramente, por um pouco de vírgula que seja
Tuesday, May 8, 2012
Daquele segundo bem olhado
Monday, January 30, 2012
Saturday, November 12, 2011
Meu trem pras estrelas
Vejo ruas da janela
O sol apagou sua luz
Mas o partir da lua espera
Eu, enquanto observo
Sem pensar, pensando em ir
Buscar um pouco da lua
Querer com ela sair
E num querer-não-quer
Também queria ficar
Esperar a clareza do sol
Um amor com ele chegar
Mas já passam das 4h então
E nada, de fato, ficou
Lua e sol, vêm e vão, no vão, ser tão...
Rindo, indo, lamento.
Depois dos navios negreiros
Outras correntezas...
Tuesday, September 27, 2011
GRAÇA E CARISMA NA RE(A)PRESENTAÇÃO DO UNIVERSO INFANTIL EM HERÓI BALTUS
“As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis:
Elas desejam ser olhadas de azul -
Que nem uma criança que você olha de ave.”
Trecho de “Uma Didática da Invenção”, de Manoel de Barros
A direção de Joerg Schwahlen traz ao palco uma grande brincadeira, cheia de faz-de-conta. Os atores pintam aquarela deitados no chão, comem batata chips e sorvete, usam balde com água, entre outras travessuras que nos remete diretamente à nossa própria infância. Como parte do cenário, um sofá que cabe de um tudo embaixo e que quando os atores sentam, ficam com as pernas no ar, sem alcançar o chão. Há também a presença de um pianista no palco, que além de fazer a trilha ao vivo, muitas vezes interage com a cena, se tornando também um personagem.
É tudo encenado com muita graça e carisma e, apesar dos diálogos em alemão (há uma tradução parcial em português, narrativas ao longo do espetáculo que antecipam o que acontecerá nas cenas), o humor é mantido e compreendido pelos leigos da língua, tanto que uma gostosa gargalhada de um bebê, que estava no público, encheu todo o teatro durante uma das várias cenas engraçadas que acontecem na peça.
As temáticas abordadas pelo autor mostram-se atuais e universais. As situações do menino que sente a falta de sua mãe em casa e sente ciúmes do namorado dela, da menina que briga na escola, são abordadas pelos alemães e muito bem reconhecidas pelo público brasileiro. Lutz Hübner escolheu por uma caracterização maniqueísta de seus personagens onde há herói e vilão. A encenação realista da história traz bastante criatividade e interessa crianças e adultos – reapresentando aos últimos o tal olhar azul.
www.paideiabrasil.com.br
Friday, April 22, 2011
Experientia I
Descansando em um pires de xícara
Cinzas da solidão indigente
Inerentes a dose de álcool
Do uísque no copo de requeijão
O gosto forte da falta de gelo na bebida
Misturado ao aroma de tabaco por todo o corpo
Misturado à dúvida de uma existência em filosofia
A cabeça leve e pesada tentando fazer poesia
A falta de paz
Que cria pregas
Que cria regras
Que complica
O que não há por que
O que não tem que ser
Eis a questão
Rabiscada no papel de pão
Desenhada por caneta BIC
Em caixas de papelão que cheiram mofo
Que guardam lembranças
A memória em matéria
A discórdia em evidências
Heranças genéticas de uma humanidade medíocre
Que sempre quis ser mais
Mas é cada vez menos
Tanta merda e hipocrisia
Em um gosto amargo de falsa boemia
Pensamentos de solitude
A miúde de uma fragilidade maior
Que desabita o ser e se estabelece
Em um toco de cigarro recém tragado
E na dose de uísque no copo de requijão
Nas pregas, nas regras
Que são falsamente negadas
Nas que vivem saindo das caixas de papelão
---
Inspiração desencadeada pela peça/ensaio que assisti hoje.
Fragmentos de "O Jardim"
Cia. Hiato
Sunday, February 13, 2011
Bom senso temperado a pitadas de loucura carioca trazem boa música aos paulistanos
"Reconheço o valor dos versos meus
E a sujera que habita a mente pura
A pureza que mora na mistura
E a discórdia que mora no consenso"
DEUS CONSERVE PRA SEMPRE MEU BOM SENSO TEMPERADO A PITADAS DE LOUCURA
EDU KRIEGER
---O SESC Ipiranga em São Paulo está com um belo projeto para as sextas e sábados do mês de fevereiro. Chamado “Ponte Aérea”, de 4 a 19 de fevereiro eles trazem “Novos Cariocas e Novos Paulistanos”, alguns representantes do novo cenário da boa MPB tanto em Sampa quanto no Rio. Ontem, sábado dia 12, foi a vez do carioca Edu Krieger se apresentar no aconchegante teatro do SESC localizado no bairro do Ipiranga, próximo ao parque de mesmo nome.
---Misturando músicas do seu mais recente cd “Correnteza” (2009) e do trabalho anterior “Edu Krieger” (2007), ambos pela gravadora Biscoito Fino, o cantor aproveitou a oportunidade do show em São Paulo para mostrar seu trabalho, optando por um repertório 100% autoral. No público havia admiradores do seu trabalho (alguém nas cadeiras cantou todas as músicas, com todas as letras de cor), parceiros musicais, bem como alguns curiosos que se interessaram em conhecer melhor o trabalho do rapaz que é tão pouco divulgado na capital paulistana.
---Conhecido principalmente pelas músicas “Maria do Socorro”, “Ciranda do Mundo” e “Novo Amor”, sucessos nas vozes de Maria Rita e Roberta Sá, além de um ótimo compositor, ele se revelou um grande instrumentista. Tocando um violão de 8 cordas, usava e abusava dos baixos, em solos e acordes de samba e algumas variações ora bossa, ora Chico, incluindo uma forte influência dos ritmos nordestinos, mostrando todo o seu talento e experiência – Edu foi baixista de nomes como Sivuca e Geraldo Azevedo.
---Acompanhado pelo acordeom de Marcelo Caldi (que faz parte do grupo LiberTango, que regravam Astor Piazzolla brilhantemente) e pela flauta e percussão de PC Castilho, o trio entrava em perfeita sintonia costurando musicalmente as letras paradoxais, inteligentes, engraçadas e criativas de Edu, representadas em sua voz firme e muito agradável. Nos arranjos todos tiveram momentos de improviso, bem como solos, presenteando o público com trechos instrumentais arrebatadores. Apesar do show pequeno e intimista, Edu Krieger estava por completo: compositor, cantor, instrumentista, parceiro, ídolo e um singelo contador de histórias revelando curiosidades de suas músicas, mostrando também seu lado fã, pai, amigo.
---Os únicos desencontros da noite foram: o fato dos CDs do artista estarem esgotados nas lojas, deixando parte do público só na vontade de adquirir o seu pedaço de Edu Krieger, e algumas cadeiras do teatro vazias que, pelo estilo e qualidade de sua música são justificáveis por um motivo: a pouca divulgação do seu trabalho em São Paulo, bem como a pouca divulgação da própria apresentação. Algum crítico alguma vez disse que Marcelo Camelo, enquanto compositor, seria o “Chico Buarque” dessa geração (com suas ressalvas, claro). Na minha modesta opinião, o Chico das décadas 00, 10... se chama Edu.
Friday, January 28, 2011
Que venham os novos (e bons)!
que pendure essa despesa
no cabide ali em frente
NOEL ROSA
daquele boteco antigo
: rabo-de-galo torresmo pernil
prosa fiada sem perigo
tá coisa fina ô gente boa
embrulha aí o que sobrou
que eu vou levar pra patroa
obrigado eu tô de saída
: a humanidade que sobrou
em cada um de nós.
Distribuição gratuita do SESCSP
---
Li esse poema em uma revista. É de um autor contemporâneo, que eu não conhecia, e gostei demais. Pela referência de Noel, a tal música é uma das minhas favoritas do poeta da Vila, e pelo jeito que foi escrito, o resultado da inspiração. Contemporâneo e bom.
Se gostou, procure mais, essa fonte tem mais águas, de outras cores e sabores.
Sunday, January 16, 2011
Essa moça é diferente...
Exala incógnitas à minha percepção.
Em pistas de Mário Quintana, Djavan e Damien Rice.
Ideias e ideais
Cristalizado
Petrificado
É aquele dito
Doutrinado
Entalhado
Circunscrito
Não modificado
Não finalizado.
Saturday, June 12, 2010
Coisas da cabeça
Eu não sei muito de biologia, mais da metade do que aprendi na escola já foi embora. Mas há de ter uma explicação biológica para a dor no peito que a gente sente quando perde um amor, sofre uma decepção, sei lá.
Pois, veja bem, quando estamos apaixonados, a barriga cola nas costas gerando um frio tremendo lá dentro, como se a gente estivesse em uma montanha-russa; a cabeça, vai para as nuvens, como se andássemos em pernas de pau e o coração, parece uma escola de samba, mas isso porque os batimentos aceleram mais rápido do que a gente possa contar e de tão rápido que bate, parece que quer sair do nosso corpo.
Isso acontece! Aceleração dos batimentos cardíacos, é real, é biológico, faz sentido.
Mas quando a gente está triste, porque a paixão não dá assim tão certo, não tem barriga, cabeça e nem batimento cardíaco. Parece que uma pedra se instaura no lado esquerdo do peito, bem pontiaguda que vai furando para todos os lados, pesando e, ao mesmo tempo, gerando um vácuo. Um vazio pesado e pontiagudo que dói, dói, dói muito… Desses que parece que se a gente abrisse o peito e arrancasse, a dor iria embora right away, o 'tirar com as mãos'.
Mas isso nunca resolveria, porque, na verdade, o coração está bem, batendo, não há nada de errado com ele, não fisicamente.
O que será então que gera essa coisa estranha que parece que vem dele, mas que, na verdade, está tudo dentro da nossa cabeça?
Eu queria saber mais de biologia, só pra poder entender melhor essas coisas do coração (ou da cabeça). A única coisa que sei, é que a primeira vez que senti o vazio pontiagudo e pesado no lado esquerdo do peito, entendi porque que o órgão que ocupa essa espaço, é tão usado como metáfora para coisas do amor. Faz todo o sentido do mundo!
Tanto quanto a biologia.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS PESSOAL!
Wednesday, May 12, 2010
Comecinho de inverno
A vontade é de ficar
bem quentinho
Se possível abraçar
seu amorzinho
Melhor ainda assistindo
um bom filminho
Ou até mesmo lendo
algum livrinho
Cuidado para não borrá-lo
de chocolatinho
Ou se for o caso
de cafézinho
Mas tudo bem se acabar
meio gordinho
PS: Bem vindos de volta! Depois de alguns muitos dias sem escrever… Senti falta!
Sunday, March 21, 2010
Que lindos olhos tem você…
- Bom, vou cantar uma música, vocês ouçam e conforme forem aprendendo me acompanhem, tá bom?
"Desperta no bosque, gentil primavera
Com ela nasceu o canto…"
NOSSA! ESSA MÚSICA… DE ONDE CONHEÇO MESMO?
"Gorjeio do sábia…”
É VERDADE, A MAMÃE CANTAVA PRA GENTE
"trá lá lá lá lá lá lá lá lá"
TRÁ LÁ LÁ LÁ LÁ LÁ LÁ LÁ LÁ
Em um momento simples, inesperado, até corriqueiro para um desavisado, ela sonhou acordada, em meio a lembranças, a um mergulho em si. Se emocionou, cantou, abraçou e, mais uma vez foi criança. A cantiga fez com que seu coração lembrasse sua razão o quão bom era isso.
Friday, March 5, 2010
Antes Santos e Silvas… II
Acho que vou morrer de câncer. Tenho quase certeza. Tantos parentes ele matou, a genética confere. E além do mais há essa mania maldita que mais está para vício (ou esse vício horroroso que se promoveu a mania), enfim, eu até queria abolir isso de mim, mas não tento, não há nenhum esforço para parar, nenhuma tentativa de tentar parar. Também não tenho uma alimentação rica em vitaminas e sais e minerais. Por isso, já tenho certeza: vou morrer por causa de um câncer que tomará conta do meu corpo. Não penso que não vou sofrer. Sofrerei, chorarei e a depressão há de estourar (e quem sabe isso não trará alguma nobreza para minha história medíocre, minha última esperança). Mas, não vou ficar surpresa, nem vou culpar ninguém.
Contando que até lá papai e mamãe (que já têm carência de cabelo e de memória, ambos, ambos) estarão me esperando seja lá onde for, se é que há um lugar para onde (e por onde) se esperar… Contando que casamento ou filhos não haverão (ou melhor, não haverei)… Contando que esse salário que me pagam, que custeia, nada menos (nem mais), que meu apartamento na Barra e a BMW na garagem (não me perguntem o propósito disso, que ja o faço eu mesma, tentando me convencer que estão aí para consolar, de alguma maneira, têm que consolar), não trará heranças ao primos de segundo grau…
É isso. Se eu contar com o sucesso do meu plano de vida, morrerei sem grandes lastimações. Aos primos (que estarão putos pela falta de herança) que cuidarão do meu enterro, só peço uma coisa:não esqueçam do batom e do tailler gelo. Em morte quero poder me preocupar com algo que nunca fiz em vida, e inspirar algo que nunca consegui ter. Quero morrer linda e com ares de paz.
Jeito de quem finalmente realiza o que sempre quis.
Wednesday, February 10, 2010
Dreamer – nothing but a dreamer
Queria ser menos sensível
Queria ter uma leveza natural
Queria ser mais exata
Quisera eu ser menos racional
Queria não, quero, pois ainda não morri.
- E quando vai ser isso, Laura? – pergunta a terapeuta ironicamente. Isso, bem que eu queria saber, pensei melancolicamente.
Quero não, queria. Pois minha natureza não se poder mudar, apenas tentar entender, aprender a lidar… e o contrário não é nada além de desejos.
Por que não consigo me conformar, entender e lidar com o meu jeito de ser?
(Talvez porque eu esteja cansada de sofrer por tão pouco.)
Saturday, January 30, 2010
Ansiedade
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.
Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.”
Poemas Inconjuntos – Alberto Caeiro
Concondo. Plenamente.
Mas tente explicar isso ao coração e à mente…
Paciência.
À mim, à eles.
Ao sol e à lua, à nossa carência de inteligência(?).
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente onde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não onde penso.
Só me posso sentar onde estou.
E isso faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra cousa,
E somos vadios do nosso corpo”
Idem
Monday, December 28, 2009
Queria ouvir você me ouvir
"Se um dia você for embora
Não pense em mim que eu não te quero meu
Eu te quero seu"
Milton Nascimento e Fernando Brant
Você me prende
E só faz isso para o meu bem
Mas ao prender, você me mata
E nisso acha que me faz bem
Mero engano, mera ilusão
Um desencontro do coração
Pois muito mais correr perigo, poder voar e te querer
Do que segura, junto a ti, me aborrecer
Me diz por que tudo tem que ser assim
Será que as desavenças não terão fim
Me ensine querer sua vontade
Acredite, para isso, é preciso a saudade
Me deixa tentar e errar
Quem sabe assim não passo a te valorizar
Um pouco de independência não faz mal a ninguém
Dela nos alimentaria, vintém por vintém
Wednesday, November 18, 2009
Lucas Silva e Silva
A principal diferença entre os sonhadores e os nefelibatas é que os primeiros, reconhecem, enfrentam e sofrem diante da frustração da não-realização de seu sonho, ou até mesmo ante os obstáculos encontrados para realizá-lo. Os segundos, por sua vez, diante do conflito, se voltam para o mundo interior e fantasiam situações favoráveis a eles, de modo que estão sempre a evitar a realidade, criando uma falsa idéia de satisfação e realização. Esses, dificilmente estarão por completo no mundo real, geralmente estão em outra frequência e meio que o resto do mundo, e por isso, poucos serão os momentos na vida que terão vivido de verdade.

