Sunday, January 11, 2009

Só uma corridinha na praia

POST ESCRITO EM 07.01.2009

Estava eu, acompanhando minha família – contra a minha vontade, à praia (Nunca gostei muito, gosto de ir, tomar sol na praia é legal, o mar é gostoso, mas por poucos dias – assunto suficiente para um outro post). E como tenho caminhado/corrido regularmente em uma praça perto de casa, aproveitar a areia batida da praia em questão para fazer o exercício seria o mínimo que a tal viagem a contra-gosto poderia me oferecer.
Coloquei meu par de tênis de exercícios e fui. Sozinha. Da saída do condomínio até a praia fui caminhando e me aquecendo, pois chegando lá pude sair correndo como dizem os canadenses "right away". Ao sair do condomínio guardei o mp4 no bolso, pois não queria correr o risco de ser roubada de novo - tudo bem que dessa vez estava em uma praia, mas... nunca se sabe – correr ouvindo o som do mar parecia melhor idéia mesmo. A portinha de entrada do condomínio devia ficar em 1/3, 1/4 da praia – corri até a ponta mais próxima da costa e o fiz em uns 10 min, parei por um tempinho, respirei. Afinal, na praça em frente de casa geralmente corro uns 4, 5 minutos e ando 45 seg – o que é uma volta ao redor do local e geralmente faço três dessas e me dou por satisfeita. Resolvi correr mais uns 10 minutos e nisso teria feito mais do que normalmente – não que eu corra por obrigação, até gosto. Mas conheço meus limites e ficar sofrendo por exercícios físicos realmente não faz o meu tipo.
Ok, deram os 20 minutos e não me senti encomodada. Resolvi ir continuando... vi uma mulher resolvi parar onde ela estava, passei a mulher; vi dois garotos resolvi colocá-los como linha de chegada, passei os meninos. Nisso minha boca secava, mas eu me sentia bem – foi aí que resolvi chegar até a outra ponta, o que me levou mais uns 15 minutos. Sei que correr 35 minutos não é a coisa mais incrível do mundo, mas para alguém que geralmente corre 15, parando periodicamente, correr 35, sendo 20 diretos; eu estava bem feliz comigo mesma, digo, na parte física!

A mudança que isso causou em mim, porém, é que, claro, antes de chegar ao final mesmo, fui ficando cansada, a sede insuportável (na minha cabeça, pelo menos) e eu pensava "também, não sei pra que tô me matando, sou super magra, corro porque quero, não estou competindo nada, vou ficar aqui sofrendo pra quê?". Mas foi aí que decidi. Não adiantava eu me satisfazer, achar que estava bom e pronto. Uma vez que escolhi uma linha de chegada, definitiva – e eu sabia que se quisesse mesmo, chegaria lá – deveria ir até o fim. Me propus à aquilo. Tantas coisas na vida comecei e acabei deixando de lado, pela metade, tantos meio sonhos, algumas meia realizações, simplesmente porque me dava por satisfeita então parava. E vi que se não fosse capaz de terminar nem isso...
Tomei gosto pela corrida, cheguei até o final. Mesmo. Não encostei na paredinha com árvores porque também não queria fazer um papel de idiota chegando até o último centímetro, né. Mas cheguei, dei meia volta e dei uma andadinha... Mais adiante me rendi, tirei o tênis, andei na beira do mar – imagem bem de cinema mesmo. E claro, vim pensando. Um turbilhão de coisas e ao mesmo tempo uma só: o rumo que eu queria dar a minha vida. Consegui enxergar que quando um objetivo é atingido, outros rapidamente têm que ser lançados, tenho que procurar coisas das quais sei que sou capaz de fazer e tenho que me desafiar. Sempre! Quero poder dizer mais de uma vez "eu sei que sou capaz de chegar lá, então por que não?".
Ainda na volta, a qual fiz bem calma, andando olhando o mar e a areia, vi uma conchinha e peguei, quero guardar para poder guardar esse momento pro resto da minha vida. Essa conchinha me lembrará que tenho que sempre me renovar e me desafiar. Mais adiante, resolvi pegar uma para minha mãe, dividir esse momento com ela – e assim decidi demonstrar mais para minha família o quão sou grata por tudo que eles fazem por mim, o diálogo é necessário e limites também. Equílibrio para tudo. Então decidi pegar uma para o meu pai e fazer um chaveiro. Lembrei que era aniversário da minha irmã mais nova e peguei uma como presente – senti que não seria justo com a do meio, a pessoa mais fiel à família que conheço, ela nos trata como seu maior tesouro, sempre foi assim. E nisso não podia ficar sem pegar uma para o meu irmão. Virou um festival de conchinhas!

Acredito que seja por essas e outras que chamam a Natureza de mãe.
(sem comentar todo o fato que temos de cuidar dela, porque do jeito que anda, logo, logo a gente tá indo pro espaço literalmente)

Desculpem o excesso de escrito. Só queria mesmo registrar isso.

Wednesday, December 31, 2008

Feliz Ano Velho!

Passei a não entender tanto o porque as pessoas celebram tanto o ano que está por vir. Não deveríamos comemorar mesmo o que passou? Tipo a passada de ano na escola, a promoção no trabalho ou simples fato de ainda permanecer nele apesar do chefe mala, o casamento marcado ou o término do noivado de 5 anos. É preciso muito que se analise o passado e o presente para que aí sim planejemos o futuro. São em nossos fracassos e vitórias onde vemos realmente quem somos e como podemos melhorar a cada dia no caminho à chamada felicidade.
Espero que todos vocês tenham tido um 2008 cheio de realizações, alegrias, aprendizado e amor ao próximo e a si mesmo. Que 2009 seja ainda melhor vivido!
Prosperidade no coração e vários sorrisos no bolso.

Monday, December 29, 2008

Êh Coisa boa!

Aproveite a família reunida para as festa de final de ano. Reúna os primos, chame os amigos de férias e vá ao cinema assistir "Se Eu Fosse Você 2".

Esta é a receita para um programa delicioso.


O filme recém-lançado é um sucesso tanto quanto o primeiro, e, particularmente, prefiro o segundo. Com o elenco de primeira do primeiro filme mais preciosas participações, o filme de Daniel Filho traz um texto ainda mais cômico que não deixa a sala de cinema um só segundo calada. As gargalhadas são muitas, sendo elas, a maioria decorrente das cenas de Tony Ramos interpretando Helena no corpo de seu personagem Cláudio.
Esse longa, bem como o primeiro, traz situações da vida em família que são identificadas pelo público, abordando tudo com bastante cor e sonoridade.

Bom, vale mesmo a pena! Só uma dica...


Ps: Para quem nao assistiu "Se Eu Fosse Você" também está recomendado, porém ele nao é necessariamente requisito para que se assista o segundo.

Monday, December 22, 2008

Saltimbancos – Teatro Folha – Shopping Patio Higienópolis – São Paulo

Considerada a melhor peça infantil da temporada pela Veja São Paulo, o Teatro Folha traz uma nova montagem do musical infantil Saltimbancos de Chico Buarque. Essa adaptação tem um texto de linguagem extremamente atual que brinca com expressões e situações modernas com as quais as crianças se identificam rapidamente. De também ideologia moderna, apesar de infantil, a peça traz certa crítica ao capitalismo.
O elenco é composto pelos quatro personagens principais (Bruna Guerin – galinha, Rosy Aragão – gata, William Anderson – cachorro e Marcelo Diaz - jumento) mais o "povo de lá"(Daniel Cabral, Juliana Romano, Laura Carolina e William Franklin), que são quatro pessoas que seguem a caminhada com os animais os ajudando a contar a história. Sendo todos afinadíssimos, além das músicas originais, os atores/cantores/dançarinos também entoam clássicos Disney, Balão Mágico, entre sambas, forró e, para deleite dos pais, Rosy Aragão faz uma belíssima interpretação de "Beatriz" (do próprio Chico e Edu Lobo), momento em que todos da platéia, inclusive crianças, ficam boquiabertos. Palmas para a direção musical assinada por Joel Pereira. Juliana Romano também surpreende com suas interpretações e a qualidade em cada um de seus personagens.
O figurino d'As Mariposas é criativo e moderno, trazendo cor e tendências atuais aos personagens, sem perder suas características animais – as quais são bem nítidas na interpretação dos personagens em gestos e palavras. O cenário composto por persianas pintadas é simples e prático, sendo uma das melhores idéias dessa versão, criação de Kleber Montanheiro.
Com direção geral de Fezu Duarte o musical é um ótimo programa para os olhos, ouvidos, coração e bolso – o que traz uma grande alegria, percebendo-se que é possível sim, fazer produções baratas, com idéias simples, de qualidade impecável. A má notícia é que o musical ficou em cartaz ate ontem, dia 21 de dezembro de 2008 com todas as suas sessões lotadas. A idéia é torcer para que volte ano que vem. Caso isso aconteça, não pense duas vezes e vá!

Friday, December 19, 2008

Quando Nietzche Chorou...

eu chorei também?



Ele diz que a 'paixão dos apaixonados está muito mais no próprio sentimento de desejo do que no ser desejado'.
Era alguma coisa por aí, de qualquer forma.


É... pode ser.

Monday, December 15, 2008

Eu estou...

muito satisfeita com o meu cabelo!
Um mudança bem de leve que fez uma diferença...



é...
Às vezes olho no espelho e me acho uma artista de cinema!
ha
ha
ha



*bom humor*

Monday, December 8, 2008

Tentativa Concretista

O copo
poco O
meu pouco
capou

Um paco de capo
Com pouco, copou.