Friday, February 13, 2009

Tu tu tu tu tu . . .

Alguns escrevem o próprio nome repetidamente.

Dizem que isso é significado de auto-afirmação.

Também há flores, sóis, nuvens e até arco-íris.

Um jardim completo e uma espera eterna.

Um quadrado, dividido em dois.

Que vira dois triângulos, pintados por dentro.

Uma conversa colorida em si.

Espiral, aspiral, aspirante a criador

O tédio do tédio em pleno papel de recados.

A excitação da conversa querida

Em mera caneta de hotel.

A verdade é que,

Descobertas ou não

Obra de arte ou borrão

Ninguém consegue ficar parado enquanto fala ao telefone.



PS: Preciso dizer que os comentários do post anterior fizeram do meu interior um lugar melhor, mais aceitável para se viver. Muito obrigada!

Tuesday, February 10, 2009

O natural de certas coisas


Hoje por um acaso me peguei lendo um texto de uma amiga, de mesma idade que a minha, que começava mais ou menos assim:
Pensar, Achar, Esperar – é o maior erro que cometemos.


Em um primeiro impulso, fiquei interessada no texto, mas ao notar que ele havia sido escrito há mais de dois anos atrás, não pude evitar instantâneamente a rejeição "O que nós sabíamos a dois anos atrás!?" pensei na mesma hora. Corri os olhos pelas palavras e cheguei a concluir "Traz aquela idéia clichê, de que não se pode pensar, ou esperar as coisas, temos que fazer, o quão típico!". E nisso a credibilidade com a qual comecei lendo o texto havia toda se esvaecido.


Isso me fez lembrar uma época em que eu era criança, apenas uma criança, que gostava de ler, de boa música, filmes e saber sobre as pessoas, o que estavam fazendo, do que gostavam, seus empregos e aspirações. Mas poucas foram as oportunidades que tive para decorrer tais assuntos com pessoas que se interessariam. Isso me fez lembrar de um tempo em que eu não era levada a sério. Justamente da mesma forma que não levei o texto da minha amiga à sério, pela idade sua idade ao escrevê-lo. Eu nunca fui levada a sério por ter sido uma criança. Por mais coisas interessantes e adultas que eu pensasse, nunca consegui um espaço com aqueles pelos quais me interessava conversar.
E nessa dança passei alguns anos conversando comigo mesma. As crianças da minha idade pouco me interessavam, e eu pouco interessava os mais velhos. Nisso restava eu me interessar por mim mesma, criar fantasias, sofrer angústias, viver meus livros e ir levando a minha vida de pequena adulta ou grande criança.


Inclusive hoje, uma de minhas maiores satisfações é poder ser mais notada, por qualquer idade que seja, ter com maior frequência a oportunidade de decorrer dos assuntos, estar bem comigo mesma, passar horas com pessoas da minha idade e achar assuntos diversos para os mais velhos e mais novos. Ainda tenho, porém, aquela leve curiosidade quanto a uma geração mais velha que eu. Não a de meus pais, nem a minha, aquela que separa a gente. São essas pessoas, as desconhecidas da faixa que, em plena consolidação de suas vidas, me chamam mais atenção quando saio. Me despertam a curiosidade. Algumas me dão credibilidade, outras não.


Ao ter tal pensamento sobre o texto de minha amiga, e após a nostálgica reflexão, confesso que me senti culpada e cheguei a isentar de culpa aqueles pelos quais sempre procurei espaço, em vão.
Mas o melhor de tudo é que há algum tempo isso deixou de ser problema. Creio eu.

Thursday, February 5, 2009

Ensaio Sobre a (Suj)eira

Um filme extremamente interessante e muito desagradável de se assistir (Segundo o jornal Times, deprimente). Basicamente é isso.

O Ensaio Sobre a Cegueira - Blidness (Brasil, Canadá e Japão - 2008)

O filme traz uma causa um tanto quanto fora de nossa realidade (porém não impossível) e gera uma consequência bastante associável com situações que vemos hoje em dia e com questões com as quais lidamos diariamente.

Elenco composto por atores renomados internacionalmente e de várias nacionalidade diferentes, em certa passagem até usa a cegueira e o preconceito racial de forma irônica. O filme como um todo é bastante pesado devido à cenas fortes, mas pior que isso, situações muito grotescas.

Assistindo ao filme eu não sabia se ficava aliviada por finalmente estar assistindo ou se me arrependia por ter entrado na sala de cinema. Em nenhum momento porém, fiquei entediada. O filme tem duração, digamos, perfeita. Seu impacto nas pessoas é visível, saímos da sala um tanto atordoados, angustiados, chocados, isso é visto no rosto dos espectadores. Mais que tudo, saímos encomodados.

Sua trilha sonora é básica, nada muito especial. A edição é bem feita e a direção de Fernando Meirelles é muito criativa como em certo momento em que a tela fica preta diante de nossos olhos, como se a epdemia atingisse a quem assiste. Bem como em uma ou duas passagens em que um desconhecido narra momentos de forma que acredito seja exatamente como no livro, dando a determinadas situações um ar muito mais romântico, passagens que chegam a ser quase prazerosas.
O filme que teve parte filmada em São Paulo, mostra um minhocão desconhecido pelos paulistanos, onde em plena luz do dia, está praticamento deserto, sem a mínima circulação de carros, também podemos ver a já conhecida ponte estaiada da cidade.

Alice Braga desenvolve um inglês com pouquíssimo sotaque, praticamente imperceptível. Mas bem como um outro filme dela ao qual assisti, tira a roupa e essa frequência em seu trabalho me encomoda um pouco.

Vendo o filme, fiquei com vontade de ler o livro até mesmo para entender melhor toda a situação e talvez procurar um pouco mais o romantismo. Dizem que o livro realmente é melhor (como na maioria das vezes) e menos brusco.

No mais, uma obra que nos faz refletir e de alguma forma muda a gente. Mas aconselho irem preparados, pois não será um programa divertido e tampouco relaxante.






A crítica ficou bastante dividida, caso se interessem, vale a pena procurar na internet, pois há críticas ótimas com opniões diversas. Inclusive curiosidades interessantes sobre a produção.

Thursday, January 29, 2009

Mãos...

Só fui me tocar hoje que sou apaixonada por mãos com movimentos precisos.
Meio estranho, né?

Mas veja se não faz sentido: adoro assistir programa de culinária só para poder assistir as mãos do chef, cortando, mechendo, amassando tudo sempre com muita maestria e charme... nas mãos! Faz tudo parecer tão certo, tão fácil, tão atraente!

E o que dirá um par de mãos vestidas em um par de luvas cirúrgicas?
Isso é pra levar qualquer um à loucura!
Os movimentos ficam mais leves, mas ao mesmo tempo firmes. Um ar de profissional...
É como se pudéssemos confiar qualquer coisa àquelas mãos. Ou esperar qualquer coisa delas...

Para falar a verdade, mãos com unhas bem feitinhas não me fazem muita diferença, e as com unhas roídas mal me encomodam. Mãos digitando me dão fanikito!

Gestos de professores de exatas explicando a matéria também são interessantes, como eles usam as mãos para eplicar trigonometria com tanta convicção, ou até mesmo a regra da carona.

Taí, sempre tive isso dentro de mim, mas só hoje fui notar, enquanto usava um par de luvas cirúrgicas limpando uns objetos, cheguei até a ficar orgulhosa.



Sunday, January 25, 2009

Eu só queria receber aquele um email...

Sabe quando você está naqueles dias em que nada serve, você se sente esquecida e não importa o que digam a você, ou quem diga a você - você só quer ouvir de uma pessoa?

Nossa! Odeio isso... você se sente uma pessoa arrasada, sem nem mesmo saber o porquê e tudo perde a graça a não ser a imaginação, um sonho acordado ou uma lembrança com...
ahhh NÃO!

Você evita, mas não adianta, o pensamento dá voltas, e voltas, acabando sempre no mesmo lugar. E o pior de tudo: nunca temos certeza de nada, porquê nos sentimos assim, ou como agir. Talvez... Talvez a única certeza que tenhamos é que toda a confusão não é recíproca.

É eu odeio dias como esse...
Graças a Deus que não estou em um deles!

Friday, January 23, 2009

Vício Maldito

Ando assistindo muita tv.
E depois que o faço, odeio. Me odeio.
Mas passa um pouco e volto pra tudo de novo.
Confesso!


Na TV tenho a maior desculpa para o meu ócio. Será?

Sunday, January 11, 2009

Só uma corridinha na praia

POST ESCRITO EM 07.01.2009

Estava eu, acompanhando minha família – contra a minha vontade, à praia (Nunca gostei muito, gosto de ir, tomar sol na praia é legal, o mar é gostoso, mas por poucos dias – assunto suficiente para um outro post). E como tenho caminhado/corrido regularmente em uma praça perto de casa, aproveitar a areia batida da praia em questão para fazer o exercício seria o mínimo que a tal viagem a contra-gosto poderia me oferecer.
Coloquei meu par de tênis de exercícios e fui. Sozinha. Da saída do condomínio até a praia fui caminhando e me aquecendo, pois chegando lá pude sair correndo como dizem os canadenses "right away". Ao sair do condomínio guardei o mp4 no bolso, pois não queria correr o risco de ser roubada de novo - tudo bem que dessa vez estava em uma praia, mas... nunca se sabe – correr ouvindo o som do mar parecia melhor idéia mesmo. A portinha de entrada do condomínio devia ficar em 1/3, 1/4 da praia – corri até a ponta mais próxima da costa e o fiz em uns 10 min, parei por um tempinho, respirei. Afinal, na praça em frente de casa geralmente corro uns 4, 5 minutos e ando 45 seg – o que é uma volta ao redor do local e geralmente faço três dessas e me dou por satisfeita. Resolvi correr mais uns 10 minutos e nisso teria feito mais do que normalmente – não que eu corra por obrigação, até gosto. Mas conheço meus limites e ficar sofrendo por exercícios físicos realmente não faz o meu tipo.
Ok, deram os 20 minutos e não me senti encomodada. Resolvi ir continuando... vi uma mulher resolvi parar onde ela estava, passei a mulher; vi dois garotos resolvi colocá-los como linha de chegada, passei os meninos. Nisso minha boca secava, mas eu me sentia bem – foi aí que resolvi chegar até a outra ponta, o que me levou mais uns 15 minutos. Sei que correr 35 minutos não é a coisa mais incrível do mundo, mas para alguém que geralmente corre 15, parando periodicamente, correr 35, sendo 20 diretos; eu estava bem feliz comigo mesma, digo, na parte física!

A mudança que isso causou em mim, porém, é que, claro, antes de chegar ao final mesmo, fui ficando cansada, a sede insuportável (na minha cabeça, pelo menos) e eu pensava "também, não sei pra que tô me matando, sou super magra, corro porque quero, não estou competindo nada, vou ficar aqui sofrendo pra quê?". Mas foi aí que decidi. Não adiantava eu me satisfazer, achar que estava bom e pronto. Uma vez que escolhi uma linha de chegada, definitiva – e eu sabia que se quisesse mesmo, chegaria lá – deveria ir até o fim. Me propus à aquilo. Tantas coisas na vida comecei e acabei deixando de lado, pela metade, tantos meio sonhos, algumas meia realizações, simplesmente porque me dava por satisfeita então parava. E vi que se não fosse capaz de terminar nem isso...
Tomei gosto pela corrida, cheguei até o final. Mesmo. Não encostei na paredinha com árvores porque também não queria fazer um papel de idiota chegando até o último centímetro, né. Mas cheguei, dei meia volta e dei uma andadinha... Mais adiante me rendi, tirei o tênis, andei na beira do mar – imagem bem de cinema mesmo. E claro, vim pensando. Um turbilhão de coisas e ao mesmo tempo uma só: o rumo que eu queria dar a minha vida. Consegui enxergar que quando um objetivo é atingido, outros rapidamente têm que ser lançados, tenho que procurar coisas das quais sei que sou capaz de fazer e tenho que me desafiar. Sempre! Quero poder dizer mais de uma vez "eu sei que sou capaz de chegar lá, então por que não?".
Ainda na volta, a qual fiz bem calma, andando olhando o mar e a areia, vi uma conchinha e peguei, quero guardar para poder guardar esse momento pro resto da minha vida. Essa conchinha me lembrará que tenho que sempre me renovar e me desafiar. Mais adiante, resolvi pegar uma para minha mãe, dividir esse momento com ela – e assim decidi demonstrar mais para minha família o quão sou grata por tudo que eles fazem por mim, o diálogo é necessário e limites também. Equílibrio para tudo. Então decidi pegar uma para o meu pai e fazer um chaveiro. Lembrei que era aniversário da minha irmã mais nova e peguei uma como presente – senti que não seria justo com a do meio, a pessoa mais fiel à família que conheço, ela nos trata como seu maior tesouro, sempre foi assim. E nisso não podia ficar sem pegar uma para o meu irmão. Virou um festival de conchinhas!

Acredito que seja por essas e outras que chamam a Natureza de mãe.
(sem comentar todo o fato que temos de cuidar dela, porque do jeito que anda, logo, logo a gente tá indo pro espaço literalmente)

Desculpem o excesso de escrito. Só queria mesmo registrar isso.